Mostrando postagens com marcador teatro. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador teatro. Mostrar todas as postagens

09 fevereiro 2011

O ano do Coelho

O ano do Coelho iniciou com muitos planos!
Tenho que terminar o mestrado, e só isso já é um bom trabalho.
Mas como num tá faciu pa ningm, ainda vou fazer várias iluminações pra Velha Companhia e pra Boa Companhia.
É isso ae, colhendo frutos.
Agora como sou um artista inquieto, já estamos montando novos projetos com a Cia. Zero Zero e o Teatro de Senhoritas.
PUTAQUOPARIU.
Acho que não vou ter tempo de fazer mais nada.
Claro que como eu sou idiota, resolvi ainda me matricular no terceiro ano da aula de alemão.
Alguém me salva?


E o salário, ó.

30 novembro 2009

Considerações teatrais...

Esse final de semana assisti um espetáculo ótimo do grupo Clowns de Shakespeare, que me deixou muito feliz, e até com um pouco de inveja (tamanha qualidade artística) e com um pouco de vontade de montar novos espetáculos.
E devo dizer que quando você trabalha com teatro, assistir um espetáculo é uma coisa muito estranha. Eu já entro na sala reparando se a cortina está aberta ou fechada, quantos refletores tem para a geral e outros detalhes como esses. É um inferno! Eu não consigo evitar reparar no acabamento do figurino, ou se a luz está bem afinada ou não. Meu olhar está treinado para isso!
A medida que o espetáculo acontece, minha cabeça está sempre a mil, imaginando se existiria um jeito melhor de encenar aquele texto, ou se o ator poderia ter dito o texto com outra entonação, ou se ele perdeu a chance de fazer uma piada que seria ótima...
Mas com "O Capitão e a Sereia" (a peça do final de semana) foi diferente. Eu voltei a ser um menino que ouvia uma história interessante e inédita.
E olha que eles ainda falavam o tempo todo sobre um grupo de teatro no sertão.



Se quiser, pode clicar aqui para ver o blog da trupe nordestina, e quem não viu em São Paulo provavelmente não terá chance de ver, porque eles voltam pra Natal amanhã mesmo.

Eles vão e me deixam aqui com vontade de fazer um espetáculo como aquele, cheio de fantasia, música, narrativas e espaços no tempo.

01 agosto 2009

Quando comecei a fazer teatro na cidade gigante de São Paulo, a primeira coisa que procurei foi achar a minha turma.

Fui até a turma do teatro político, me apresentei e tomamos algumas cervejas juntos. Ouvi eles reclamarem que não estamos fazendo nada para melhorar nossa condição. Ouvi dizerem que o melhor teatro é o deles. Tentamos fazer uma peça juntos, mas não deu certo, porque todos estávamos sem grana. Tentamos fazer um movimento para ganhar verba do governo, e ainda estamos fazendo reuniões públicas sobre isso.

Fui até a turma do teatro de grupo. Gosto do teatro deles. Eles também são ativos politicamente. Tomamos café juntos e conversamos. Não pude fazer peça com eles, mas deixaram que eu estagiasse como contra-regras. Carreguei cenário deles. Ajudei a fazer produção pra eles. Eles me estimularam muito para fazer meu próprio grupo.

Fui até a turma do teatro musical. Primeiro perguntaram o que eu estava fazendo ali, e me apresentei. Me levaram para fazer alguns testes. Me apresentaram para produtores importantes. Cheguei até a transar com algumas modelos. Sugeriram que eu morasse no Rio.

Fui até a turma do teatro da periferia. Me acolheram com entusiasmo. Trabalhamos com as crianças. Fizemos uma peça e apresentamos. Fizemos outra. E mais uma depois. Sugeri que procurássemos patrocínio. Estamos procurando.


No final das contas, contei tudo aos meus antigos amigos. E eles perguntaram se não poderíamos fazer uma peça juntos. Estamos apresentando até hoje....