"Man soll einen Teig nehmen und den dünn ausrollen. Und nimm gekochtes Fleisch und Äpfel und gehackten Speck und Eier. Und backe es und serviere es und versalz es nicht."
http://www.kochmeister.com/r/46576-heidnischer-kuchen.html
ou, se você preferir, pode tentar fazer uma versão mais fácil, misturando essa receita de torta de liquidificador aqui
http://tudogostoso.uol.com.br/receita/1362-torta-de-liquidificador.html
com carne moída, bacon, maça e pimenta. :)
Viel Spaß und Glück!
14 dezembro 2009
05 dezembro 2009
Círculo [Vício]so
Passei essa semana inteira em São José dos Campos, trabalhando para a Petrobrás.
Era um trabalho sobre a consciência de que alcoolismo é uma doença. Imagino que a incidência de alcoolismo entre os empregados deve estar preocupante.
Quem são os empregados em questão? Homens, em sua maioria de Minas Gerais e Nordeste, que conseguiram um emprego para trabalhar por 6 meses em um gasoduto em uma cidade do interior de São Paulo, no caso, São José dos Campos.
São José dos Campos é uma cidade de tamanho médio, com um bom governo, bom movimento cultural, pessoas de alto nível de instrução, e com taxa de pobreza abaixo da média nacional. Essa cidade também tem poços de gás natural, onde tem vários trabalhadores de outras partes do país, que não têm mais nada pra fazer além de trabalhar e ir pra cidade. Ah, sim, e a cidade também tem mulheres muito bonitas, que são atraentes para mim, para você e para os trabalhadores do gasoduto.
O gasoduto é uma tubulação utilizada para transportar gás natural de um lugar para outro. Dependendo do tamanho, pode levar vários meses, até anos para serem instalados. O que leva tempo suficiente para que seus trabalhadores conheçam pessoas na cidade, façam filhos, e deixem a cidade logo em seguida, deixando para trás os "filhos do gasoduto", como são chamados pelos trabalhadores da Petrobrás.
Petrobrás é a empresa que tem recebido reclamações sobre seus trabalhadores e seus "filhos do gasoduto". A empresa decide então, sugerir a seus trabalhadores que não vão mais se divertir na cidade, no caso São José dos Campos, e que vão fazer outra coisa, no caso ficar em casa tomando qualquer coisa.
Ficar em casa tomando qualquer coisa, multiplicado por 6 meses, elevado à quilometragem que está longe de sua família, somado à quantidade de trabalho diário exercido é uma fórmula que tem muito frequentemente um resultado chamado alcoolismo.
Alcoolismo é o problema que a Petrobrás quer resolver, e a razão do meu trabalho semana passada, e a razão desse post.
Era um trabalho sobre a consciência de que alcoolismo é uma doença. Imagino que a incidência de alcoolismo entre os empregados deve estar preocupante.
Quem são os empregados em questão? Homens, em sua maioria de Minas Gerais e Nordeste, que conseguiram um emprego para trabalhar por 6 meses em um gasoduto em uma cidade do interior de São Paulo, no caso, São José dos Campos.
São José dos Campos é uma cidade de tamanho médio, com um bom governo, bom movimento cultural, pessoas de alto nível de instrução, e com taxa de pobreza abaixo da média nacional. Essa cidade também tem poços de gás natural, onde tem vários trabalhadores de outras partes do país, que não têm mais nada pra fazer além de trabalhar e ir pra cidade. Ah, sim, e a cidade também tem mulheres muito bonitas, que são atraentes para mim, para você e para os trabalhadores do gasoduto.
O gasoduto é uma tubulação utilizada para transportar gás natural de um lugar para outro. Dependendo do tamanho, pode levar vários meses, até anos para serem instalados. O que leva tempo suficiente para que seus trabalhadores conheçam pessoas na cidade, façam filhos, e deixem a cidade logo em seguida, deixando para trás os "filhos do gasoduto", como são chamados pelos trabalhadores da Petrobrás.
Petrobrás é a empresa que tem recebido reclamações sobre seus trabalhadores e seus "filhos do gasoduto". A empresa decide então, sugerir a seus trabalhadores que não vão mais se divertir na cidade, no caso São José dos Campos, e que vão fazer outra coisa, no caso ficar em casa tomando qualquer coisa.
Ficar em casa tomando qualquer coisa, multiplicado por 6 meses, elevado à quilometragem que está longe de sua família, somado à quantidade de trabalho diário exercido é uma fórmula que tem muito frequentemente um resultado chamado alcoolismo.
Alcoolismo é o problema que a Petrobrás quer resolver, e a razão do meu trabalho semana passada, e a razão desse post.
Marcadores:
alcoolismo,
círculo vicioso,
mulheres de São José dos Campos
30 novembro 2009
Considerações teatrais...
Esse final de semana assisti um espetáculo ótimo do grupo Clowns de Shakespeare, que me deixou muito feliz, e até com um pouco de inveja (tamanha qualidade artística) e com um pouco de vontade de montar novos espetáculos.
E devo dizer que quando você trabalha com teatro, assistir um espetáculo é uma coisa muito estranha. Eu já entro na sala reparando se a cortina está aberta ou fechada, quantos refletores tem para a geral e outros detalhes como esses. É um inferno! Eu não consigo evitar reparar no acabamento do figurino, ou se a luz está bem afinada ou não. Meu olhar está treinado para isso!
A medida que o espetáculo acontece, minha cabeça está sempre a mil, imaginando se existiria um jeito melhor de encenar aquele texto, ou se o ator poderia ter dito o texto com outra entonação, ou se ele perdeu a chance de fazer uma piada que seria ótima...
Mas com "O Capitão e a Sereia" (a peça do final de semana) foi diferente. Eu voltei a ser um menino que ouvia uma história interessante e inédita.
E olha que eles ainda falavam o tempo todo sobre um grupo de teatro no sertão.

Se quiser, pode clicar aqui para ver o blog da trupe nordestina, e quem não viu em São Paulo provavelmente não terá chance de ver, porque eles voltam pra Natal amanhã mesmo.
Eles vão e me deixam aqui com vontade de fazer um espetáculo como aquele, cheio de fantasia, música, narrativas e espaços no tempo.
E devo dizer que quando você trabalha com teatro, assistir um espetáculo é uma coisa muito estranha. Eu já entro na sala reparando se a cortina está aberta ou fechada, quantos refletores tem para a geral e outros detalhes como esses. É um inferno! Eu não consigo evitar reparar no acabamento do figurino, ou se a luz está bem afinada ou não. Meu olhar está treinado para isso!
A medida que o espetáculo acontece, minha cabeça está sempre a mil, imaginando se existiria um jeito melhor de encenar aquele texto, ou se o ator poderia ter dito o texto com outra entonação, ou se ele perdeu a chance de fazer uma piada que seria ótima...
Mas com "O Capitão e a Sereia" (a peça do final de semana) foi diferente. Eu voltei a ser um menino que ouvia uma história interessante e inédita.
E olha que eles ainda falavam o tempo todo sobre um grupo de teatro no sertão.

Se quiser, pode clicar aqui para ver o blog da trupe nordestina, e quem não viu em São Paulo provavelmente não terá chance de ver, porque eles voltam pra Natal amanhã mesmo.
Eles vão e me deixam aqui com vontade de fazer um espetáculo como aquele, cheio de fantasia, música, narrativas e espaços no tempo.
23 novembro 2009
Após uma breve viagem ao outro lado do Equador, voltei para São Paulo e já me afundei até os cabelos na vida teatral paulista, ensaiando, apresentando, assistindo espetáculos, criando performances, visitando amigos e indo a festinhas particulares em vilas arborizadas escondidas no coração da metrópole.
Mas o pensamento que reinou absoluto na minha cabeça nessa agitada semana em São Paulo foi O Que Posso Fazer com Tudo Isso?.
Uma viagem a um lugar com cultura diferente serve pra muitas coisas, e uma delas é deslocar um pouco o nosso ponto de vista sobre nosso cotidiano (ou algo parecido com um cotidiano) para um ponto de vista um pouco mais distante, relativizado com a experiência da viagem.
Nesse caso, todo o sistema econômico socialista cubano me apontou que poderíamos fazer muito mais arte com as condições que temos, desde que sejamos um pouco mais corajosos (o que inclui coragem governamental) para utilizar o teatro como identidade da sociedade.
É com um pensamento confuso e ainda não-estruturado assim que sigo hoje buscando rumos a tomar e mais coragem para fazer todos os planos que borbulham na minha imaginação fértil.
E também lendo Adventures in the Dream Trade do genial Neil Gaiman, percebi como um blog pode ser legal, e vim aqui correndo postar algo sobre o que tem acontecido comigo.
Mas o pensamento que reinou absoluto na minha cabeça nessa agitada semana em São Paulo foi O Que Posso Fazer com Tudo Isso?.
Uma viagem a um lugar com cultura diferente serve pra muitas coisas, e uma delas é deslocar um pouco o nosso ponto de vista sobre nosso cotidiano (ou algo parecido com um cotidiano) para um ponto de vista um pouco mais distante, relativizado com a experiência da viagem.
Nesse caso, todo o sistema econômico socialista cubano me apontou que poderíamos fazer muito mais arte com as condições que temos, desde que sejamos um pouco mais corajosos (o que inclui coragem governamental) para utilizar o teatro como identidade da sociedade.
É com um pensamento confuso e ainda não-estruturado assim que sigo hoje buscando rumos a tomar e mais coragem para fazer todos os planos que borbulham na minha imaginação fértil.
E também lendo Adventures in the Dream Trade do genial Neil Gaiman, percebi como um blog pode ser legal, e vim aqui correndo postar algo sobre o que tem acontecido comigo.
15 outubro 2009
A grande verdade da nossa época (só seu conhecimento em nada nos faz
avançar, mas sem ela não se pode alcançar nenhuma outra verdade importante)
é que o nosso continente se afunda na barbárie porque nele se mantêm pela
violência determinadas relações de propriedade dos meios de produção. De que
serve escrever frases corajosas mostrando que é bárbaro o estado de coisas
em que nos afundamos (o que é verdade), se a razão de termos caído nesse
estado não se descortina com clareza? É nossa obrigação dizer que, se se
tortura, é para manter as relações de propriedade. Claro que ao dizermos
isso perdemos muitos amigos; aqueles que são contra a tortura porque julgam
ser possível manter sem ela as relações de propriedade (o que é falso).
Devemos dizer a verdade sobre as condições bárbaras que reinam no nosso país
a fim de tornar possível a ação que as fará desaparecer, isto é, que
transformará as relações de propriedade.
Devemos dizê-la aos que mais sofrem com as relações de propriedade e estão
mais interessados na sua transformação, ou seja: aos operários e aos que
podemos levar a aliarem-se com eles, por não serem proprietários dos meios
de produção, embora associados aos lucros e benefícios da exploração de quem
produz. E, é claro, devemos proceder com astúcia.
(Bertolt Brecht - As Cinco dificuldades de se escrever a Verdade.)
avançar, mas sem ela não se pode alcançar nenhuma outra verdade importante)
é que o nosso continente se afunda na barbárie porque nele se mantêm pela
violência determinadas relações de propriedade dos meios de produção. De que
serve escrever frases corajosas mostrando que é bárbaro o estado de coisas
em que nos afundamos (o que é verdade), se a razão de termos caído nesse
estado não se descortina com clareza? É nossa obrigação dizer que, se se
tortura, é para manter as relações de propriedade. Claro que ao dizermos
isso perdemos muitos amigos; aqueles que são contra a tortura porque julgam
ser possível manter sem ela as relações de propriedade (o que é falso).
Devemos dizer a verdade sobre as condições bárbaras que reinam no nosso país
a fim de tornar possível a ação que as fará desaparecer, isto é, que
transformará as relações de propriedade.
Devemos dizê-la aos que mais sofrem com as relações de propriedade e estão
mais interessados na sua transformação, ou seja: aos operários e aos que
podemos levar a aliarem-se com eles, por não serem proprietários dos meios
de produção, embora associados aos lucros e benefícios da exploração de quem
produz. E, é claro, devemos proceder com astúcia.
(Bertolt Brecht - As Cinco dificuldades de se escrever a Verdade.)
Marcadores:
brecht,
comunismo,
rebellion in dreamland
Assinar:
Comentários (Atom)
